sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sindilojas prorroga as inscrições para concurso de arte

Atendendo à solicitação de artistas interessados em participar do concurso A Arte na Casa do Comércio, o Sindicato do Comércio Varejista de Blumenau (Sindilojas) está prorrogando o período de inscrição até o dia 30 de outubro. Promovido em parceria com a Fundação Cultural de Blumenau, o concurso é uma das iniciativas que marcam os 50 anos de atividades do Sindilojas. O objetivo é incentivar, premiar e valorizar a produção e o talento de artistas residentes em Blumenau e no Vale do Itajaí.

A temática do concurso é a edificação conhecida como a Casa do Comércio - antiga Johannastift -, datada de 1923 e que tornou-se o centro empresarial do comércio varejista blumenauense. A casa é hoje uma importante atração turística, fazendo parte do patrimônio histórico da cidade.

Como se inscrever:
O regulamento está disponível nos seguintes sites:

Quem participa da seleção das obras:
Representantes do Museu de Arte de Blumenau (MAB), do Conselho Consultivo do MAB, do Sindilojas e da Secretaria de Turismo.

Modalidades:
Desenho, Escultura, Fotografia, Gravura, Instalação, Objeto e Pintura

Premiação:
Primeiro colocado: R$ 3 mil
Segundo colocado: R$ 2 mil
Terceiro colocado: R$ 1 mil

Fonte: Mia Ávila, Gerência do Museu de Arte de Blumenau, Fundação Cultural de Blumenau (47 3381-6176)
Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello (47 3381-6190 / 9977-9689)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MUSEUS DE BLUMENAU SÃO DESTAQUE EM SANTA CATARINA

Dois trabalhos elaborados por profissionais da Fundação Cultural de Blumenau estão entre os 10 selecionados para ser apresentados durante o 4º Fórum de Museus de Santa Catarina, que ocorrerá em Florianópolis entre os dias 4 e 6 de novembro. "Olhar" Museus, de autoria da museóloga Marcella Borel e da historiadora Raquel Brambilla, dos museus da Família Colonial e Hábitos e Costumes, e Experiências e Vivências estéticas pelo tato no Museu de Arte de Blumenau, de Iara Claudinéia Stiehler e Mia Ávila, foram aprovados pelo Sistema Estadual de Museus (SEM/SC), da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Na proposta do MAB, foram atendidos alunos da Associação de Cegos do Vale do Itajaí (Acevali). O grupo passou uma tarde divertida no Museu de Arte de Blumenau. A visita mediada para o grupo de 20 pessoas ocorreu na Sala Oficial onde estavam expostas obras da exposição Manufaturado, da artista Maria Carmen von Linsingen, com textos e etiquetas escritos em Braille.

Os elementos das obras de Maria Carmen, tecidas e construídas com agulhas, lãs e feltros, formam volume em alto e baixo relevo, que permitem - a partir da experiência tátil - compreender suas formas, bordas e linhas de contorno. A artista acompanhou a visita, falou sobre as obras, o processo de construção, e proporcionou aos participantes a possibilidade de manusear a lã de ovelha que utiliza, para que experimentassem o fazer artístico, incentivando o relato de suas impressões. Além da artista, o MAB contou com a parceria de Eliane Lucchini, do Centro Braille da Fundação Cultural de Blumenau, para esta iniciativa.

Emocionada com o interesse e participação dos visitantes, Maria Carmen ressaltou o quanto foi importante para ela verificar a sensibilidade, percepção apurada e leitura das imagens de suas obras feitas pelo grupo. Comentou que essa experiência ficará registrada para sempre em sua memória.

Em outro momento, alunos de 1º e 2º anos do ensino médio do Centro de Educação Profissional Hermann Hering (Cedup) também compareceram ao museu para a atividade. Para este grupo, o objetivo foi proporcionar uma visita tátil e com isso utilizar outros sentidos sem ser a visão, vivenciando um pouco da realidade de uma pessoa cega, já que convivem em seu grupo com um aluno cego.

Catálogo tátil
O projeto "Olhar" Museus: Família Colonial/Hábitos e Costumes permite que visitantes com deficiência visual conheçam o acervo dos dois locais. A ideia é criar mecanismos para o público cego ter acesso ao acervo. Também vai sensibilizar a comunidade, por intermédio de ações educativas, a respeitar e valorizar a diversidade.

O projeto foi desenvolvido em três etapas: pesquisa, produção e avaliação. A pesquisa foi conduzida pela equipe do museu juntamente com Eliane Luchini, que expôs equipamentos desenvolvidos pelo Centro Braille para atender o público cego. Um desses aparelhos é um livro artesanal desenvolvido por crianças da extinta Escolinha de Artes da Fundação Cultural.

Definidos os materiais necessários à produção do catálogo, na segunda etapa foi feita a seleção dos objetos que seriam reproduzidos. A seleção seguiu o critério de apresentação, que normalmente é feita pelo mediador aos demais visitantes. Por isso foram selecionados para o Catálogo Tátil do Museu da Família Colonial 28 objetos, assim como o Catálogo do Museu de Hábitos e Costumes com 15 objetos destacados. A confecção de forma artesanal, fez uso dos seguintes materiais: retalhos de feltro, palito de madeira, papel, papel celofane, fitilho, TNT, EVA, barbante, entre outros que foram doados aos museus.

Os museus são espaços culturais de apreciação predominantemente visual e raramente são oferecidas condições para que um deficiente visual desfrute a experiência de presenciar o acervo. Em vista disto, a equipe da Fundação Cultural criou um livro tátil, com a função de apresentar alguns objetos que se encontram no interior do museu, criando condições de que este público possa interagir com o acervo. A equipe desenvolveu os catálogos em dois meses. Após o término, o material passou pela avaliação da aluna do Centro Braille Iara Luana Ionen e pela acadêmica do Curso de Graduação de Pedagogia da Furb Luana Tillmann.


Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello